“Say cheese!” – Escolher a melhor câmara para viajar

by • March 5, 2014 • Dicas de Viagem, Fazer a mala, Fotografia, Gadgets, MochilaComments Off on “Say cheese!” – Escolher a melhor câmara para viajar2093

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Sempre que faço uma lista de coisas a levar de viagem, começo sempre pela máquina fotográfica.

Há vinte anos, depois da máquina, vinham os rolos, de diapositivos e P&B, em 35mm e 120. Hoje, são os cartões de memória, as baterias e o tripé…
Não sei se é nostalgia ou mania, mas antes era mais fácil escolher qual a máquina a levar.
Tenho uma Nikon FM2, que durante anos,  foi minha companheira inseparável.

Hoje as coisas são diferentes e até à última viagem que fiz, quando escrevia “máquina fotográfica” nunca sabia que equipamento levar.
Há três meses fui para a Indonésia e decidi levar a minha Nikon D600, com tudo o que tinha direito. Três baterias, várias lentes (28mm, 35mm, 50mm, 85mm e 150mm),  tripé, mochila…
Arrependi-me!

Arrependi-me porque:

– Se tivesse tido o azar de ser roubado, ficava sem 5000€ de material
– Levava cerca de 6kg às costas, todos os dias, para todo o lado
– Tirei 80% das fotografias apenas com uma lente 28mm de focagem manual, com 35 anos de vida
– Sempre que utilizava a lente de 150mm a máquina tranformava-se num “maquinão” e em vez de passar despercebido, ficava com a sensação que tudo e todos olhavam para mim.

Claro que não há uma verdade absoluta no que toca a este assunto e como se costuma dizer- “gostos não se discutem”, mas para quem como eu, gosta de andar sempre com a máquina, não se importa de se chegar perto das pessoas para fazer um retrato, não gosta de levar peso às costas e adora passar despercebido em viagem, deixo aqui as minhas recomendações:

1º – Fuji x100 com uma lente fixa de 35mm f2.0  (existe adaptador para 28mm) Tenho esta máquina e posso dizer que é simplesmente fantástica. Faz lembrar as antigas Leicas, mas sem o símbolo vermelho, tão apetecível para os “amigos do alheio”. É uma espécie de rangefinder, com um visor híbrido, fantástico. O sensor é um APS-C de 16MP. A vantagem desta máquina é que cabe em qualquer bolsa, é pequena e discreta (tem um modo que não faz nenhum barulho a fotografar) e tira fotografias extraordinárias.
(Picos da Europa – Fuji X100)

2º – Fuji X-E1, X-E2 ou X-Pro1 ou outra semelhante

São máquinas com a mesma qualidade da anterior, mas com lentes intermutáveis. Para quem gosta de dispor de mais que uma distância focal.

3º – Panasonic Lumix Lx7 com lente 24-90, F1.4 – 2.3 ou outra compacta semelhante

Apenas falo nesta série, porque tenho uma (a LX3) que me acompanhou numa viagem à China e Vietname. Tem a vantagem de ser bastante pequena e compacta e caber no bolso de um casaco. Já não me recordo qual foi o fotógrafo que disse isto mas “o melhor fotógrafo é aquele que anda sempre com a máquina”. Eu acredito nesta ideia! Lembro-me que foi a viagem em que fotografei mais, simplesmente porque tinha a máquina sempre comigo. Quantas vezes não no deparamos com situações que davam uma grande foto, mas por não termos a máquina connosco, o momento não fica registado? Tem uma lente excelente e bastante luminosa e um zoom que tanto permite fazer paisagem, como retrato.

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(Pequim, China – Panasonic LX3)

4º – Uma SLR, apenas com uma lente

Posso falar da minha Nikon D600. Excelente máquina para viagem, para quem não se importa de andar com mochila e não abdica de fotografar com a máxima qualidade. Não é a máquina mais pequena e certamente não cabe no bolso do casaco, mas que faz fotos do outro mundo, faz. O facto de ter um sensor “full frame” e um comportamento excelente com pouca luz, faz dela uma opção a ter em conta. Simbiose perfeita, juntamente com uma lente 28 ou 35mm (tenho uma panca por lentes fixas) Claro que com este tipo de conjunto não conseguimos abranger todas as situações possíveis, mas permite-nos fotografar minimamente discretos e com uma qualidade impressionante.

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(Java, Indonésia – Nikon D600)

5º – Go-Pro

Nunca pensei que esta miniatura pudesse fazer fotografias tão boas. É pequena, à prova de água e pó e perfeita para usar em condições extremas. As últimas versões podem ser ligadas por Wi-Fi a um smartphone, e na App do fabricante, podemos controlar tudo o que queremos fazer, inclusive visualizar em tempo real, o que estamos a fotografar ou filmar.

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(Komodo, Indonésia – Go Pro Hero 3+)

Boas fotografias e acima de tudo, boas viagens!

Nuno Andrade

Nuno Andrade

Contagiado pela doença das viagens logo desde cedo, Nuno é a curiosidade em pessoa: ele quer ver, descobrir, cheirar, tocar, conhecer algo novo quer seja uma cultura, comidas, pessoas ou paisagens.
Nuno Andrade

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