Bagan, em Myanmar, ocupa o 4º lugar do meu top 5.
Outrora a capital do império Birmanês, é um local que vale a pena ser visitado! Como, aliás, todo o país!
Os, agora, “apenas” 2.200 templos perdem-se no horizonte, de uma área de 25 kms quadrados… Li várias teorias : a mais credível diz que chegaram a ser mais de 5.000 templos, outras dizem que no século XI eram mais de 13.000 !!! De qualquer forma, será sempre algo do outro mundo!
O objectivo era ir ver o pôr-do-sol a Bagan… Chegámos depois do almoço e andámos a explorar os templos, debaixo de um intenso calor… Estranhamente ainda ficaram uns quantos por explorar!!! 🙂 E escolhemos em qual deles iríamos contemplar o ocaso… Fomos para um dos maiores, claro está… Ainda faltavam cerca de duas horas e estávamos sozinhos… Foi bom adormecer no topo de um templo, à sombra, com o barulho relaxante que, a imensidão que é aquele vale, nos proporciona.
Era nesse ambiente que esperava ver o pôr-do-sol… mas não…
Eu tenho aquele desejo snob, de ter exclusividade nos sítios onde visito. Não gosto de partilhar momentos de fascínio e introspecção ( e Bagan é o local certo para isso ) com centenas de turistas que se atropelam para tirar fotografias a segurar um templo, que está a duzentos metros, entre os seus dedos polegar e indicador. Ou então, as manadas que seguem um pastor, que segura bem alto um chapéu de chuva amarelo, comunicando com 46 pessoas, com recurso a rádios… e que os programa para olharem todos para os mesmo locais, nos mesmos momentos!
A abertura de Myanmar ao turismo é recente. Os percursos pelo país não são, particularmente, atormentados por excesso de turistas… Mas penso que, em breve, vai ser invadido.
De facto, os templos ficaram com imensos turistas… mas, mesmo assim, foi um fantástico pôr-do-sol.
Hugo Macedo
Brilho nos olhos, coração de kevlar, à janela do avião, pesadelos no bolso. Orgulhosamente, a viajar em contramão.
Um dia, vou trocar a sala sem janelas, por um hotel com milhares de estrelas.
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