Amesterdei-me!

by • March 14, 2014 • Destinos, Europa, Histórias de viagem, Holanda, RoteirosComments (2)2129

Aterrámos às 21h00 na capital da Holanda, acertámos no pior dos McDonalds, para jantar e provámos o melhor da hospitalidade holandesa, no bar mais simpático de Amesterdão, o Oranje. Não fosse lá termos entrado, para pedir informações e o mais provável era estarmos ainda agora à procura do apartamento que alugámos por cinco noites.

Quase “meia cidade” percorrida a pé e duas rodadas de cerveja depois, metemos chave à porta. Era 1h30 da manhã.

Assim começou a minha viagem a Amesterdão, com mais três amigas.

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 O que não programamos sabe sempre melhor e a odisseia imprevista da primeira noite, cozinhou-nos lentamente o conforto da chegada.

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A primeira manhã em Amesterdão, preparou-nos para o principal: frio e bicicletas. Frio, bastante, bicicletas idem. Viajámos em Fevereiro, pelo que não vimos a temperatura bater acima dos 5ºC. Não é espetacular, mas é adaptável. Já as bicicletas, é mais complicado. Em Amesterdão, os velocípedes de duas rodas são a espécie dominante e portanto, há que respeita-la. Os holandeses levaram de tal forma a sério esta “coisa” da mobilidade ecológica, que, num futuro próximo, estou certa de que não restarão mais carros naquela cidade – contei uma única bomba de gasolina – nem mesmo seres humanos.

2Fachada da Amsterdam Centraal Station

Na tentativa abruta de contra-atacar esta praga que eles próprios geraram, os polícias de trânsito avançam com o reboque de bicicletas.

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Seis dias em Amesterdão dá para conhecer tudo com calma e a rede de transportes (trams e autocarros) é fantástica.

Spuistraat

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Visitámos a Fábrica de Diamantes Gassan; navegámos nos canais, pela Gray Line Tour; contornámos o De Gooyer, o moinho localizado no centro da cidade; fotografámos nas paredes grafitadas da Spuistraat; provámos as típicas batatas fritas com maionese; passámos pela Dam Square; passeámos pelo Jordan, o bairro mais giro de Amesterdão, onde também se come a melhor tarte de maçã, no café Wikel; visitámos o museu Van Gohg e logo ali ao lado tirámos a foto da praxe nas letras gigantes “I amsterdam”; entrámos em todas as lojas de queijo que pudemos; explorámos todos os mercados de rua que encontrámos (Waterlooplein, Albert Cuyp, Flower Market) onde a variedade de produtos (queijos e fruta) era enorme e os preços muito mais em conta do que nas lojas; comprámos os nossos jantares e muitos pacotes de stroopwafels, nos Albert Heijn, os Pingo Doce de Amesterdão; caminhámos pela Red Light District, com os olhos a fazerem a vez da máquina fotográfica e as meninas a chamarem-nos da montra; “fotossíntetisamos” no Vondelpark, no único dia em que o Sol resolveu sorrir; e almoçamos sempre em sítios agradáveis e económicos, como o La Place e o Bazar, evitando a cadeia de fastfood disseminada em Amesterdão, o Febo.

Appletaart servida no Wikel, Bairro Jordan

Vou querer voltar  para ver o que ainda faltou: Kinderdijk, a maior concentração de moinhos do mundo e a Primavera em flor.

Sílvia Duarte

Sílvia Duarte

Estuda Engenharia do Ambiente, mas o ambiente da Engenharia não lhe dá oxigénio. Gémeos de signo: tem levado ao colo O-que-sonha e O-que-faz-acontecermuitas vezes refila. Pensa demais, fala de menos. É provavelmente a pessoa que menosviajou a publicar neste site e a que usará sempre mais palavras para o fazer. Conta histórias, não escreve viagens.
Sílvia Duarte

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2 Responses to Amesterdei-me!

  1. Ficou muito mais para ver :p

    • Sílvia Duarte says:

      Olá Vera! [entretanto já espreitei o loveadventurehappiness, heheh!]

      Desde já agradeço o comentário.
      Acredito que sim! Eu estive praticamente 5 dias em Amesterdão (num dos dias fui até Haarlem http://www.pelomundofora.com/haarlem-check/) e muita gente me disse que era demasiado tempo, porque Amesterdão é pequena e parece um pouco desprovida de cultura e grandes atracções. Não concordo!
      Eu adorei Amesterdão e fiquei com muuuuita vontade de lá voltar, se possível numa Primavera ou Verão para ver a cidade com outras cores e menos frio, o que há-de permitir explorar outras coisas! Por isso, aceito sugestões, Vera! De uma residente, serão sempre uma mais valia 🙂 O que me recomendas?

      Beijinhos,
      Sílvia