“Seis dias em Amesterdão dá para conhecer tudo com calma…”, escrevia eu no artigo anterior. Com tal calma que dá inclusivamente para explorar territórios vizinhos. De entre Haia, Haarlem, Roterdão e Utrecht, escolhemos o segundo. Porquê? Porque sim.
E “sim” é uma ótima razão se sentirmos que valerá a pena. E valeu.
Antes de nos metermos no comboio para Haarlem, sabíamos três coisas acerca da cidade:
1. Tem um belo moinho à beira de água;
2. Tem um bar que, em tempos, foi uma igreja;
3. Fica a 15min de comboio a partir da Amsterdam Centraal Station.
Confirmou-se tudo. Em 15 min chegámos a uma pequena cidade aparentemente deserta, com vestígios de folhas em remoinhos de vento, estilo Faroeste. A vida surgia aos poucos à medida que nos aproximava-mos do centro, mas o verdadeiro Haarlem shake acontecia n’O sítio: Jopenkerk, a cervejaria mais cool da Holanda!!
Um bar/restaurante onde é também produzida cerveja, completamente artesanal, para todos os gostos. A Jopen é a mais popular, naturalmente. Vale a pena a visita!
Adriaan, o moinho, ficou para depois. Muito depois. Quilómetros e bolhas e mais quilómetros depois. Já noite, as luzes das casas convidavam-nos a entrar – o holândes é legalize, não usa estores, nem cortinados – à medida que passávamos.
Eu sempre disse que à noite era mais bonito. Não tenho foto, mas (já) sei que é verdade.
Sílvia Duarte
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