Sri Lanka. “As good as it gets”.

by • March 22, 2014 • Ásia, Aventuras, Roteiros, UncategorizedComments Off on Sri Lanka. “As good as it gets”.1888

Antes de mais, sou assumidamente muito ignorante em relação a muita coisa. Nomeadamente em relação a cultura e países e tudo o que se pode relacionar com geografia. O que me safa é que à medida que viajo vou aprendendo. Posto isto…

Sri Lanka. Um país que eu acho que quase nunca tinha ouvido falar até ao dia em que decidi procurar voos baratos do Bahrain para ir passar um fim-de-semana prolongado, e Sri Lanka foi o melhor que encontrei. “Googlo” Sri Lanka, vou às imagens. Pareceu-me bem. Compro o voo. E ecco, lá vou eu para não sei bem onde.

E que agradável surpresa.

Dessa vez decidi ir apenas até às praias. 4 dias. Assim que saio do avião ia caindo para o lado tal era o bafo húmido que levei na cara (e acreditem que aguento bem o calor). Logo a seguir ia caindo para o lado assim que percebi que queriam cerca de 200 euros para alugar um carro com motorista para nos levar esses 4 dias para a praia. Forreta como sou fiquei verde. E cor-de-laranja. Lá tentei ver se não havia transportes. “No no, no way. Not possible”. Diziam. Como eu duvidei… Mas como o meu colega já quase que tinha sido arrastado para vir para eu não ir sozinha, e me disse que queria alugar, o que é que eu ia dizer?

Respirei fundo, saquei das notas e pimba!

(Mas gostava de dizer que isso foi a única coisa cara da viagem toda).

Ficámos em Hikkaduwa, num hostel onde pagámos 10 dólares os 2 por um quarto com uma varanda a dar para a praia. Não havia água quente. Nem papel higiénico. Nem nada. Na verdade havia só mesmo a cama. Vá, e uma ou outra barata. Mas foi óptimo. A comida barata e as pessoas do mais simpático possível (na verdade acho que são do povo mais simpático que já conheci). Mergulhar em navios.

Gostei tanto que decidi voltar passados 10 meses. Mas para 10 dias. E para ver também o triângulo cultural, como lhe chamam.

Desta vez, cheguei ao aeroporto e finquei o pé. NUNCA voltaria a pagar aquele valor. Pois, afinal, por menos de um euro pode-se apanhar um autocarro para a cidade. Como desta vez fui ter com o meu namorado que tinha lá acabado de chegar, ficámos num hotel xpto que custou tudo o que não paguei no motorista. Mas valeu a pena e o hotel era muito simpático – Cinnamon Lake Hotel. Claro que olharam para nós de lado quando aparecemos de mochilas às costas e de tuk-tuk. Mas não ousaram dizer nada.

Daí fomos para o triângulo da cultura. “Gentxi”, se aparecerem pessoas a propor programas “baratos” e com tudo incluído…acreditem, conseguem o mesmo e muito mais barato se forem por vocês.

Fomos de comboio. Gosto sempre de andar de comboio. Conhecemos pessoas. Vemos a paisagem. Dorme-se bem. O que se pode querer mais? 2 euros, ou por aí. Há 4 classes, e como a primeira e segunda estavam ocupadas, fomos para a terceira. E ainda bem! Adorámos. Chegados a Kandy ficámos num sítio muito simpático, onde os donos jantavam connosco e eu fiz uma massagem com óleo de chamuças (não que mo tenham dito assim, mas depois da massagem, cheirava a chamuça. MUITO! E depois de dois banhos continuei a cheirar! Mas a massagem foi óptima!). Vimos o dente do Buddha – ou dizem que ele lá estava, que eu não vi nada. Templos e templos e templos (chega a um ponto em que chega de templos, na minha opinião). Subimos à “Lion Rock”, no Sigiriya (que giro que foi! E que é). Passámos pelas plantações de chá no Nuwara Eliya. E por Ella – uma cidade pequena muito simpática, com uma cascata gira (na qual acabei a nada de calções e sutien no meio de toda a gente) e umas vistas bonitas. Tudo isto sempre de autocarro. Daqueles em que se paga um euro (mais ou menos) e se andam horas e horas. Normalmente de pé, porque vai cheio (e dizer cheio é um eufemismo). No nosso caso, quase a cair pela porta, dado que ia aberta e que eu acabava sempre “pendura”, do género macaco.

Claramente a melhor forma de viajar. Transportes públicos. (Mas muito cansativa, indeed).

Exactamente para descansar, acabámos na Mirissa beach! 2 dias. De notar que a praia é tão virgem que é bom que se tenha dinheiro em notas, porque nada se pode pagar com cartão. À noite há bbqs de peixe fresco na praia. Jantar à luz das velas, portanto. E das estrelas.

Se há melhor? Bem, há diferente. Melhor é difícil.

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Maria Pereira dos Santos

Maria Pereira dos Santos

Gosto de sítios novos. Não importa se perto se longe. Gosto de ver a paisagem, mas acima de tudo adoro conhecer as pessoas. O que fazem, o que pensam, o que sentem. Gosto de as fotografar, mesmo não sendo fotógrafa.
Ir sem norte e sem mapa (sou péssima com mapas de qualquer forma). Ir sem bilhetes marcados e normalmente sem um "tuste". Provar de tudo (mesmo sendo a pessoa "mais esquisita do mundo") e aproveitar ao máximo.
Viajo muito, uns dizem. Talvez. Mas ainda assim, estou sempre a pensar na próxima vez.
Maria Pereira dos Santos

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